Valor Econômico: Bueno Netto lança mais e prevê crescer 32% no ano

Valor Econômico: Bueno Netto lança mais e prevê crescer 32% no ano

O grupo Bueno Netto, que atua em incorporação e construção, prevê crescimento de 20% no lucro líquido, quase 40% na receita bruta e de 32% na receita líquida neste ano ante 2013. A expansão projetada ocorrerá, principalmente, na área de incorporação imobiliária. Nos últimos anos, o grupo tem mantido margem bruta no patamar de 40%, margem Ebitda de 25% e retorno sobre patrimônio (ROE) de 30%.

Na avaliação do presidente do grupo, Adalberto Bueno Netto, 2014 será de crescimento também para o setor, que continuará a se beneficiar dos aumentos de emprego, renda e crédito já ocorridos. “Mas, se não houver mudanças [na economia], o setor imobiliário não continuará a crescer em 2015” diz.

No ano passado, o grupo registrou expansão de 24% no lucro líquido e de 31 % na receita líquida em relação a 2012. O grupo é composto pela incorporadora residencial Benx, a incorporadora de empreendimentos comerciais BN - Corp, a Bueno Netto Construções e a Bueno Netto Vendas.

Para a Benx, a projeção do Valor Geral de Vendas (VGV) a ser lançado, neste ano, é de R$ 1,5 bilhão, ante R$ 700 milhões em 2013. Parte dos projetos será lançada com recursos de um fundo de participações que conta com family offices como investidores.

No primeiro semestre, a Benx fará quatro lançamentos, cujo VGV soma R$ 800 milhões, com concentração da apresentação dos empreendimentos ao mercado em março e abril. “O primeiro semestre acaba em 15 de maio”, diz o diretor-executivo da Bueno Netto Vendas, Guilherme Bueno Netto. Dos quatro projetos, apenas um ainda não possui as aprovações dos órgãos reguladores.

Os empreendimentos a serem lançados na primeira metade do ano têm foco no alto padrão e na classe média. Entre eles, está um projeto no Itaim com unidades de 322 m2, em que o metro quadrado será vendido por R$ 22 mil, no total de R$ 7 milhões por apartamento. Já os lançamentos do segundo semestre incluem a primeira fase de uso misto do maior projeto do grupo, o Parque Global, na zona sul de São Paulo.

Nas condições atuais, a Benx es-tima vendas de R$ 900 milhões a R$ 1 bilhão em 2014, ante R$ 500 milhões em 2013. “Não somos obrigados a crescer. Se o mercado não for comprador, preferimos reter lançamentos”, diz o presidente.

No segmento corporativo, a BNCorp — joint venture entre a Bueno Netto e a gestora de private equity Blackstone — incorpora e aluga empreendimentos com a finalidade de valorização para venda e não de atuação como empresa de renda. A BNCorp estima entregar 50 mil m2em2014, ante os 20 mil m2 do ano passado.

O diretor-executivo da BNCorp, Ricardo Antonelli, afirma que, principalmente no mercado de São Paulo, o cenário é mais desafiador nos próximos dois anos. “Com o aumento da oferta e da vacância, há pressão sobre os valores de locação”, diz Antonelli. A queda do preço do metro quadrado irá se refletir numa reprecificação dos ativos, de acordo com o executivo.

Antonelli diz que a BNCorp não tem pressa para desinvestir nos seus ativos e pode, portanto, prorrogar o cronograma de vendas até que o mercado de empreendimentos corporativos melhore. “Acredito que a recuperação, em São Paulo, ocorrerá em 2016 e no início de 2017”, afirma o executivo da BNCorp. Até que um novo ciclo de valorização comece, a empresa busca aquisições de empreendimentos para retrofit (reforma).

Bueno Netto e Blackstone deverão fazer aumento de capital na BNCorp para desenvolver empreendimento de 25 mil m2 na Marginal Pinheiros, na zona sul de São Paulo, de padrão triple A, com previsão de entrega em 2018, além de outros projetos.

A BN Vendas projeta comercializar R$ 500 milhões em 2014, após ter registrado R$ 200 milhões em 2013, primeiro ano de atuação.

Do faturamento total do grupo, 80% se refere a incorporação e 20% a construção. A Bueno Neto Construções atende à demanda do grupo e de terceiros, com participação de cerca de 70% e 30%, respectivamente. A construtora estima crescimento de 20% neste ano, com base no critério de receita equivalente (conceito que trata do que a obra custa para o cliente).

Até o fim do ano, o grupo Bueno Netto poderá anunciar a criação de mais alguma empresa do setor imobiliário.

Fonte: Valor Econômico, 14/02/2014

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