Famílias trocam vida nos Jardins por imóveis mais amplos no Itaim

Famílias trocam vida nos Jardins por imóveis mais amplos no Itaim

Na contramão da onda de microapartamentos, o Itaim começa a receber imóveis maiores para atrair famílias maduras, que deixam outros bairros nobres como os Jardins em busca de mais espaço.

Segundo dados da consultoria imobiliária Geoimovel, foram lançadas 1.729 unidades de alto padrão nos últimos cinco anos. No mesmo periodo, foram contabilizadas 709 novas unidades com metragem acima de 130m² - dessas, 509 foram vendidas.

Além de espaço, os novos empreendimentos têm uma infraestrutura que inclui, entre outros apetrechos, ponto de energia para carros elétricos, piscina aquecida e spa.

"Os Jardins de dez anos atrás migraram para o Itaim e a Vila Nova Conceição. O vetor dessa transformação é a Faria Lima." diz Luciano Amaral, diretor da Benx.

A incorporadora tem dois projetos luxuosos na região: o Artsy, com 27 unidades de 182m², comercializadas a partir de 3 milhões, e o Geometria, com 25 unidades de 322m², comercializadas a partir de 6 milhões. A cobertura chega a custar 12 milhões.

"É um apartamento para um casal na faixa de 40 a 50 anos, com filhos ou que pretende constituir uma família." diz Amaral, que aponta as grandes metragens como uma tendência da região.

A incorporadora Trisul, lançou no fim de 2015 o Quadrilátero, com plantas de 101m², maiores que a média do mercado. "Lançamos em Novembro e já vendemos cerca de 60% das unidades, praticamente todas as plantas maiores. Há um 'gap' no mercado para esse tipo de imóvel." afirma Lucas Araújo, coordenador de marketing da construtora.

REPAGINADOS

Mesmo com uma oferta crescente de prédios modernos, há quem busque no Itaim apartamentos grandes e antigos, sem muitos equipamentos ou áreas de lazer.

É o caso do empresário José Fernando Cipolatti, 49, que se mudou dos Jardins para o Itaim, com sua mulher e seus dois filhos, há dois anos.

"Quando eles [os filhos] eram menores, tinhamos que viver em prédios com área de lazer, mas depois da adolescência, passamos a preferir um espaço interior maior. A fase muda. A gente estava em um prédio que tinha tudo, mas não usava nada." explica.

Hoje, ele mora em um prédio de 270m², do início da década de 1970. Por ser antigo, o edifício foi reformado e ganhou reparos estruturais nos sistemas hidráulico e elétrico.

A demanda por plantas maiores levou a reformulações em outros prédios da região. O caso mais emblemático é o do Edifício Rio Novo que, m 2013, foi completamente reformado, ganhando uma varanda gourmet de 38m².

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